ComCat Hoje

Comunidades Catalisadoras é uma organização sem fins lucrativos com a missão de desestigmatizar as favelas do Rio de Janeiro, integrando-as à sociedade em geral, gerando reconhecimento mundial de seu estatuto de património através da educação, pesquisa, capacitações, comunicação, tecnologia, redes e campanhas de defesa.
O termo “favela” é erroneamente traduzido para o inglês como, “slum” (local de miséria), “squatter settlement” (comunidade de invasores), “shantytown” (vila de lata), ou “ghetto” (gueto), quando na verdade não são nada disso. Embora inicialmente ocupadas através da invasão de terras, a maioria das favelas, há muito tempo, já conquistaram os requisitos legais para receber os direitos de propriedade formal. Embora em algumas partes das favelas cariocas ainda existem condições de miséria, a grande maioria dos moradores vivem num estado de desenvolvimento mais avançado. Apesar de inicialmente construídas com materiais precários, as favelas do Rio de Janeiro, de hoje, são caracterizadas mais freqüentemente por bons materiais de construção e edificadas com razoáveis conhecimentos sobre construção, as casas são normalmente de 2-3 andares. Finalmente, ao contrário dos guetos, na maioria dos casos os moradores de favelas têm uma visão positiva de seus bairros, que eles mesmos desenvolveram ao longo de décadas providenciando seus próprios serviços, já que o governo negligenciou sua responsabilidade. Moradores de favela simplesmente querem desenvolvimento e integração na cidade, juntamente com o reconhecimento de seu importante papel histórico na construção da cidade. Favelas são, simplesmente, “bairros não atendidos”, onde o setor público abdicou de sua responsabilidade de prestar serviços importantes. Como resultado, essas comunidades incrivelmente os fizeram por si mesmos, com o melhor de sua capacidade. Imagine esta situação aplicada a 22% da população de uma cidade. É exatamente esta a situação crítica do Rio de Janeiro.
Os programas da ComCat incluem treinamento de lideranças comunitárias e agentes sociais em comunicação e estratégia, realização de visitas comunitárias educativas, palestras em universidades, realização de pesquisas de opinião e de impacto, publicações educativas e campanhas de defesa.
A organização da dimensão às suas atividades através da disseminação de suas abordagens para outras regiões do mundo, após incubar seus projetos no Rio de Janeiro. Sistematizar nossas atividades desta forma possibilita que elas sejam replicadas e aproveitadas por outras organizações e parceiros mundialmente.
A ComCat é classificada como uma organização 501 [c] [3] (sem fins lucrativos) nos Estados Unidos, além de seu status sem fins lucrativos no Brasil. Embora a organização seja inspirada pela realidade local do Rio de Janeiro, o nosso trabalho em campo está focado na incubação de modelos sustentáveis que fortaleçam a organização das comunidades, e que possam ser replicados em apoio as organizações comunitárias em todo o globo.
- De 2001 a 2009 desenvolvemos um banco de dados, online, de projetos populares, o Banco de Soluções Comunitárias (BSC), reconhecido pelo Tech Museum of Innovation, em 2006. Na época não havia outra oportunidade de divulgar iniciativas de base na Internet sem um gasto enorme com web design. O BSC foi uma coleção de mais de 250 soluções de base em uma série de áreas temáticas do Rio de Janeiro e mais de 20 países. Hoje ele está inserido e cresceu no WiserEarth,org, uma organização que a ComCat trouxe, e representou no Brasil, em 2010-11.
- De 2003 a 2008, implantamos um telecentro para líderes locais no Rio, reconhecido pela ONU, chamado Casa do Gestor Catalisador (Casa). Durante esse período, nós oferecemos para mais de 1000 líderes comunitários de 215 bairros do Rio, 23 estados brasileiros e 22 países uma série de serviços, ajudando-os a abrir suas primeiras contas de e-mail, escrever propostas de projetos, desenvolver e participar de oficinas e treinamentos, e aproveitar os recursos disponíveis na Internet. A Casa proporcionou a oportunidade das lideranças fazerem contato uns com os outros (veja as fotos), algo raro no Rio na época.
- De 2009 a 2010 a ComCat, implementou cursos de Mídias Sociais para líderes comunitários, formando 180 líderes de 50 bairros que produziram textos e vídeos que foram publicados na internet e em seguida desenvolveram suas redes visando a divulgação destas informações.
- Em 2010 a presença de nossos observadores internacionais combinado com os moradores filmando agentes da Prefeitura derrubando casas, efetivamente parou o processo de despejo da Vila Taboinha, demonstrando assim o poder de unir o jornalismo comunitário com a atenção internacional. E a comunidade permaneceu.
- Em 2010 coordenamos, junto com lideranças locais, 24 Visitas Comunitárias Educativas para grupos internacionais de jornalistas, pesquisadores e advogados.
- Em 2010-2011, lançamos o RioOnWatch.org, o único site em inglês dedicado exclusivamente à divulgação das vozes de comunidades do Rio, em torno dos impactos das transformações enquanto a cidade se prepara para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Em 2010 Publicamos 111 artigos cobrindo eventos em favelas do Rio de Janeiro.
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Em 2010-2011 retiramos as remoções das comunidades do Rio da obscuridade levando-as para a imprensa internacional. Nove meses após o lançamento do RioOnWatch e do RioOnWatchTV, fomos contatados pela Associated Press e desta forma a primeira matéria sobre as remoções chegou a grande imprensa. Esta matéria, que foi divulgada nos EUA, foi seguida por matérias no The Guardian, BBC, Telegraph, Al Jazeera, cyberpresse.ca,Dave Zirin’s Edge of Sports, The Independent, Al Jazeera’s The Stream, CBC Radio Canada, The Rio Times e Chicago WBEZ WorldView (NPR) – todos em 2011, dos quais os 8 últimos citaram a ComCat.
- Em 2011 lançamos nosso Monthly News Digest fornecendo informações condensadas sobre como as favelas do Rio estão sendo divulgadas pela mídia internacional ao longo do tempo. Com a lente do RioOnWatch.org ao lado, a ComCat oferece uma perspectiva local mais aguçada.
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Em 2011 realizamos a formação intensiva de 30 jovens de comunidades localizadas estrategicamente em todo o Rio em Jornalismo Comunitário e 8 em Vídeo Jornalismo, preparando-os para produzirem para o RioOnWatch.org em 2012. Introduzimos também 50 jovens de 3 comunidades (Sepetiba,Parque da Cidade,e Muzema) em produção de vídeo através de nosso curso “Vídeo Jornalismo:Vozes da Juventude”, em parceria com a Adobe Youth Voices.

